A eficiência na indústria de latas passa pelo melhor aproveitamento de materiais, redução de perdas, disponibilidade dos equipamentos e uso mais eficiente de água e energia. Em uma produção de bilhões de unidades, melhorias aplicadas a uma única etapa podem gerar bons resultados ao longo de toda a operação e fazem parte das discussões que estarão em pauta na OneCan Metal Can Summit & Expo, onde novas soluções ganham visibilidade e entram em contato com quem acompanha as próximas decisões do setor.
Índice
- Eficiência na indústria de latas começa dentro da produção
- Menos material pode representar um ganho importante
- Produzir melhor também é evitar máquina parada e refugo
- Sustentabilidade entra na fábrica antes da reciclagem
- Uma solução pontual pode resolver um grande desafio
- Levar uma solução até a indústria também faz parte do caminho
- Perguntas frequentes
1. Eficiência na indústria de latas começa dentro da fábrica
Quando saem bilhões de embalagens das esteiras todo ano, ser eficiente depende de prestar atenção nos mínimos detalhes. Só no Brasil, o mercado vendeu 34,1 bilhões de latas de alumínio pra bebidas em 2025, segundo a Abralatas, e esse é o segundo maior volume da história. Numa escala desse tamanho, economizar matéria-prima, gastar menos luz, reduzir perdas durante a produção ou manter os equipamentos operando com maior estabilidade pode trazer um retorno financeiro significativo no final das contas.
As oportunidades para melhorar a linha aparecem em diferentes pontos do processo. Moldagem do corpo da lata, lavagem, secagem, impressão, aplicação e cura de revestimentos, inspeção e movimentação envolvem recursos e equipamentos que precisam trabalhar de forma coordenada. A eficiência pode avançar com grandes inovações e com o aperfeiçoamento de etapas que já fazem parte da rotina industrial.
É aí que matérias-primas, equipamentos, componentes e tecnologias encontram problemas bastante concretos para resolver.
2. Menos material pode representar um ganho importante
A própria história da lata de alumínio mostra como a engenharia e o estudo dos materiais conseguem transformar uma embalagem com o tempo. A Aluminum Association aponta que o peso médio da lata despencou 38% desde os anos 1970.
Só que reduzir a quantidade de alumínio exige muita precisão. A latinha precisa continuar resistente para passar pelo enchimento, fechamento, transporte, armazenamento e empilhamento até chegar ao consumidor. O grande desafio é tirar excesso de metal mantendo a estrutura intacta.
Essa evolução reúne pesquisas com ligas, alterações de projeto, desenvolvimento de ferramentas, controle de espessura e melhorias nos processos de conformação. Em uma produção de bilhões de unidades, uma pequena economia de material em cada lata pode se transformar em um resultado expressivo ao final da produção.
O mesmo critério pode aparecer em outras partes da fabricação. Melhor aproveitamento de tintas e revestimentos, maior vida útil de ferramentas ou redução de perdas durante a conformação também interferem na quantidade de recursos necessária para colocar cada embalagem no mercado.
3. Produzir melhor também é evitar máquina parada e refugo
Velocidade é ótimo, mas não é tudo numa linha de montagem. De que adianta ter uma máquina super rápida se ela vive parando, precisa de regulagem toda hora ou fica produzindo lata com defeito sem ninguém perceber?
Sensores, sistemas de monitoramento, automação e manutenção preditiva ajudam a acompanhar o comportamento do maquinário em tempo real. Ficar de olho em vibração, temperatura e desgaste dá pistas do problema muito antes da máquina falhar e interromper a linha.
Um exemplo dessa aplicação já aparece na indústria brasileira de latas de alumínio. Uma fábrica que sofria com paradas repentinas criou um sistema de análise preditiva cruzando dados dos sensores que já estavam instalados nas máquinas. Com isso, passou a identificar possíveis falhas com antecedência e planejar melhor as manutenções, usando informações da própria linha para reduzir interrupções inesperadas.
A inspeção segue um raciocínio semelhante. Identificar um desvio antes que ele se repita em milhares de unidades permite corrigir a origem do problema mais cedo, reduzindo descarte e retrabalho. Sistemas de visão e controle de qualidade em linha também conseguem acompanhar características que precisam permanecer dentro de parâmetros definidos mesmo em operações de alta velocidade.
No fim, produtividade é manter o ritmo estável, cortar interrupções, detectar falhas rapidamente e aproveitar melhor os recursos que entram na linha, além de produzir mais unidades em menos tempo. O valor de uma tecnologia nova aparece quando ela aumenta sua capacidade, evita desperdício ou faz a fábrica funcionar sem sustos.
4. Sustentabilidade entra na fábrica antes da reciclagem
A reciclagem ganha todos os holofotes quando se fala do lado verde das latas de alumínio, e com razão. Em 2024, o Brasil reciclou 97,3% das latas de alumínio para bebidas comercializadas no país, segundo dados da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) e da Abralatas consolidados pela Recicla Latas. Foram 33,9 bilhões de unidades, equivalentes a 417,7 mil toneladas de material.
O país já mantém esse índice acima de 96% há 16 anos, mas o desempenho ambiental da embalagem também passa pelo que acontece antes de ela chegar às mãos do consumidor.
Cada lata descartada na produção já gastou alumínio, luz, água, química e tempo de máquina. Aproveitar melhor o lote significa aproveitar melhor esses recursos.
O mesmo pensamento vale para outras partes da operação. Sistemas de lavagem podem buscar melhor aproveitamento da água, equipamentos podem consumir menos energia, processos térmicos podem ser aperfeiçoados e materiais gerados durante a fabricação podem retornar ao ciclo produtivo.
Sustentabilidade e economia andam juntas na prática. Água, luz e alumínio custam caro e impactam o meio ambiente. Quando você traz uma tecnologia que otimiza isso, ganha tanto a natureza quanto o bolso.
5. Uma solução pontual pode resolver um grande desafio
Uma inovação numa etapa bem específica pode gerar um alívio em toda a cadeia. Isso acontece porque a cadeia de embalagens metálicas engloba diferentes especialidades, e cada detalhe de peça ou insumo mexe com o resultado final da lata.
A lista de quem faz essa engrenagem girar é longa: matéria-prima, máquinas, ferramentas, tintas, vernizes, químicos, lavadoras, câmeras de inspeção, sensores, softwares, automação e sistemas de energia. Em cada etapa, tem espaço para melhorar a rotina de quem produz. Na tabela abaixo, veja onde essas soluções costumam entrar:
Onde novas soluções podem atuar na produção de latas
| Área de atuação | O que pode ser aperfeiçoado |
| Matéria-prima | Peso, resistência e aproveitamento do material |
| Formação e acabamento | Precisão, velocidade e perdas de produção |
| Impressão e revestimentos | Consumo, qualidade, cura e desempenho |
| Inspeção e controle | Identificação precoce de falhas e aproveitamento da produção |
| Máquinas e manutenção | Disponibilidade e vida útil dos equipamentos |
| Água e energia | Baixar o consumo na fábrica toda |
| Recuperação de materiais | Reaproveitamento e retorno ao processo |
As possibilidades variam bastante e atacam dores diferentes de acordo com o setor. O foco pode estar no consumo de recursos, na estabilidade do processo, na qualidade, na manutenção ou no aproveitamento dos materiais. Essa variedade mostra como precisamos de vários especialistas juntos para fazer a fábrica evoluir.
6. Levar uma solução até a indústria também faz parte do caminho
Desenvolver uma tecnologia capaz de responder a um desses desafios é uma parte do processo. Colocá-la em contato com quem conhece as necessidades da produção, avalia aplicações e participa das decisões abre espaço para que essa solução seja conhecida e discutida dentro do mercado.
É com essa proposta que a OneCan Metal Can Summit & Expo reunirá, de 6 a 8 de abril de 2027, no Distrito Anhembi, em São Paulo, diferentes elos da cadeia de embalagens metálicas. Tecnologias, materiais, equipamentos e serviços estarão no mesmo ambiente em que desafios técnicos, eficiência e novas possibilidades para a produção entram em discussão.
Se a sua solução atua em alguma dessas frentes, participar desse encontro é uma oportunidade de mostrar onde ela pode gerar resultados e se aproximar de quem acompanha as necessidades da indústria.
ONECAN METAL CAN SUMMIT & EXPO
A OneCan é o primeiro evento da América Latina focado 100% no mercado de embalagens metálicas. A feira reúne fabricantes, marcas que usam a embalagem e os profissionais que fazem acontecer a produção de latas, aerossóis e afins.
7. Perguntas frequentes
O que é ser eficiente na indústria de latas?
É saber usar materiais, máquinas, luz, água e tempo sem desperdício e sem perder a qualidade. Isso pode incluir desde mudanças na matéria-prima até automação, inspeção, manutenção e controle de processos.
Que soluções podem aumentar a produtividade na fabricação de latas?
Automação, sensores, sistemas de inspeção, monitoramento de equipamentos, manutenção preditiva, softwares de controle, novas máquinas e ferramentas estão entre as possibilidades. O impacto depende da etapa e do problema que a tecnologia busca resolver, como paradas, refugo, instabilidade do processo ou necessidade de ajustes frequentes.
Como reduzir custos na produção de latas sem comprometer a qualidade?
Uma das possibilidades é atuar sobre perdas e uso de recursos, buscando melhor aproveitamento de matéria-prima, redução de refugo, menor consumo de água e energia e maior disponibilidade dos equipamentos. O objetivo é encontrar processos capazes de otimizar o uso dos recursos e entregar o desempenho necessário com maior eficiência.
Como apresentar uma solução para a indústria de embalagens metálicas?
Estar em eventos do setor é a melhor opção pra conversar direto com quem decide. A OneCan Metal Can Summit & Expo será realizada de 6 a 8 de abril de 2027, no Distrito Anhembi, em São Paulo, reunindo diferentes segmentos da indústria de embalagens metálicas em um ambiente voltado a negócios, tecnologia e conhecimento.




